Abaré: Prefeito Fernando Tolentino decreta estado de emergência financeira e administrativa no âmbito da Prefeitura Municipal.

Os primeiros dias de gestão dos novos prefeitos das cidades da região têm sido de certa forma bastante intensos. Os expedientes chegam a adentrar a noite e as novas equipes administrativas de algumas cidades têm encontrado dificuldades para dar continuidade as políticas públicas.

Em Abaré, sertão baiano o prefeito Fernando Tolentino (PT) e sua equipe de governo encontraram a prefeitura municipal completamente desestruturada, principalmente no que diz respeito às questões de base de dados. Os antigos servidores excluíram todos os sistemas informatizados, formataram os computadores e retiram todos os documentos pertinentes a contratos, licitação e contabilidade.
A continuidade comprometida pode ser vista pela indisponibilidade da base de dados dos Servidores Públicos. Nos recursos humanos nada além do arquivo físico contendo cópias de documentos pessoais em pastas individuais. Nos computadores nenhuma informação efetiva sobre os funcionários. As máquinas foram todas formatadas sendo apagadas as informações pertinentes à vida funcional de cada um. 
Outro setor que também foi afetado foi o departamento de Tributos. Não foram localizadas as informações dos registros de imóveis no município tampouco cadastro de empresas. No departamento foram encontradas apenas peças como birô e armário vazio e computador sem nenhum programa de escrituração fiscal que possibilitaria o acesso as informações.
Durante todo o processo de transição iniciado em Dezembro do ano anterior, informações a respeito do quadro pessoal a serviço da Educação no município foram omitidas e, neste momento ainda não está nas mãos do novo secretário da pasta o professor Arnaldo César.
Na questão das finanças o município enfrenta uma série de problemas. São débitos junto á órgãos das esferas estadual e federal que comprometem a gestão já que as certidões junto a tais órgãos são de fundamental importância para o acesso aos recursos que possibilitam a realização de obras. O caso mais grave dentre esses débitos são as retenções do INSS, o imposto da seguridade social dos servidores quem durante as gestões anteriores se acumularam e hoje certamente ultrapassam a casa dos R$ 10.000.000,00 (Dez milhões de reais). O município encontra-se inscrito no CADIN – Cadastro dos Inadimplentes e não consegue acessar as políticas publicas que dependem da regularidade junto a Receita Federal do Brasil.
Os pagamentos dos funcionários, tido como marca das gestões anteriores por serem liquidados em dia, já se apresenta como problema para nova gestão. Inúmeros servidores das diversas áreas da prefeitura tem se dirigido à edilidade em busca de informações sobre supostos pagamentos de salários referentes a décimo terceiro e pagamentos de até três meses em atraso. Os casos surpreendem a nova gestão já que o antigo secretário de administração sempre frisava que era uma marca de seu governo não atrasar as obrigações dos funcionários.
Neste momento da gestão, a nova equipe não tem conhecimento dos restos a pagar, de possíveis contratos vinculados ou de servidores que teriam valores a receber já que nada foi encontrado documentado nos anais da prefeitura e, se quer em banco de dados informatizados.
A situação de completa instabilidade funcional levou o novo prefeito a decretar estado de emergência financeira e administrativa no âmbito do município de Abaré. Tolentino determinou também que fosse priorizado um expediente interno no sentido de sanar as principais crises e buscando a condição ideal de governabilidade.
O Decreto 04/2017, publicado no Diário Oficial do Município cita diversas condições atípicas da administração que motivam o gestor a decretar emergência em todo o território do município e possibilita a nova gestão a trabalhar em Gb expediente interno até que se restabeleçam as condições de atendimento ao público.
fonte: comunicação do prefeito Fernando Tolentino.
Redação: Tony Bahia Notícias de Barra do Tarrachil-BA.