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Barra do Tarrachil-BA: Carvão feito de algaroba sustenta várias famílias no distrito tarrachilense.

No distrito de Barra do Tarrachil, no norte da Bahia, a produção de carvão a partir da algaroba tem se tornado uma importante fonte de renda para diversas famílias da comunidade.

A reportagem da TV Tony Bahia Notícias foi às ruas para conhecer de perto a realidade dos trabalhadores e também entender a origem da planta conhecida como algaroba, que hoje faz parte da paisagem e da economia local.

A algaroba, além de ser utilizada na alimentação de animais, vem ganhando destaque como matéria-prima para a produção de carvão. O distrito tarrachilense é cercado pela planta, que se espalhou pela região ao longo dos anos e passou a ser aproveitada comercialmente por moradores e pequenos empresários.

O processo de produção começa com o corte dos galhos da algaroba. Em seguida, a madeira é levada para fornos apropriados, onde permanece em queima controlada por cerca de três dias consecutivos. Após esse período, o carvão é retirado, resfriado e preparado para comercialização.

A atividade tem garantido sustento para várias famílias do distrito, fortalecendo a economia local e gerando oportunidades de trabalho. Para muitos moradores, o carvão da algaroba representa não apenas renda, mas também dignidade e sobrevivência.

A produção segue como uma das principais atividades econômicas da região, mostrando como a adaptação e o aproveitamento dos recursos naturais têm sido fundamentais para o desenvolvimento de Barra do Tarrachil.

A algaroba é uma planta originária das regiões áridas e semiáridas das Américas, especialmente do México, América Central, Caribe e partes da América do Sul, como Peru, Chile e Argentina.

Foi introduzida no Brasil entre as décadas de 1940 e 1950 com o objetivo de combater a desertificação e servir como fonte de forragem para animais durante períodos de seca no Nordeste, devido à sua alta resistência à aridez.

Atualmente, no Nordeste brasileiro, a algaroba é considerada uma espécie exótica invasora. Apesar de ser útil para alimentação animal e produção de madeira e carvão, sua rápida disseminação tem causado impactos negativos à biodiversidade da Caatinga.

Fonte: TV Tony Bahia Notícias – Informação com credibilidade.