Motoristas de Paulo Afonso-BA, já começam a sentir no bolso o impacto do novo reajuste nos combustíveis. Em alguns postos da cidade, a gasolina já ultrapassa a marca de R$ 7 por litro, cenário que tem gerado preocupação entre consumidores diante da sequência de aumentos registrados no estado.
O reajuste foi anunciado nesta quinta-feira (12\03) pela Acelen, empresa proprietária da Refinaria de Mataripe, responsável pelo fornecimento de combustíveis na Bahia. Os novos valores passaram a valer para as distribuidoras e já começam a refletir nos preços praticados nos postos.
De acordo com a empresa, a gasolina sofreu aumento de 7,4%. O reajuste foi ainda mais significativo no diesel: o diesel S10 teve alta de 19,5%, enquanto o diesel S500 registrou aumento de 20%.
Diante da elevação nos preços, a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA), vinculada à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), iniciou a Operação “De Olho no Preço”, com o objetivo de monitorar e fiscalizar a formação dos valores cobrados pelos combustíveis em todo o estado.
Na primeira fase da operação, o órgão notificou a Acelen para prestar esclarecimentos sobre a política de preços adotada nos últimos 30 dias, além de apresentar documentos que comprovem os custos de aquisição e a formação dos preços praticados.
A refinaria terá o prazo de cinco dias para apresentar informações detalhadas sobre os reajustes aplicados na gasolina comum, gasolina aditivada, diesel comum, diesel S-10 e etanol.
Além da refinaria, postos de combustíveis também estão sendo questionados pelo Procon-BA sobre os preços praticados antes dos reajustes e quais as justificativas para eventuais aumentos.
Segundo o diretor de Fiscalização do órgão, Iratan Vilas Boas, a ação busca identificar se os aumentos repassados aos consumidores possuem fundamento econômico ou se podem configurar prática abusiva.
“Estamos cruzando os dados da refinaria com os dos postos para identificar se os aumentos repassados à população são abusivos ou se carecem de fundamento econômico. O consumidor é a parte vulnerável e não pode ser penalizado por oscilações injustificadas”, afirmou.
Caso sejam identificadas irregularidades, os estabelecimentos podem sofrer sanções administrativas, multas e outras penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor.
Redação: TV Tony Bahia Notícias – Informação com credibilidade.

